A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026, nas oitavas de final, com derrota por 2 a 1 para a Noruega, não foi suficiente para abalar os planos da CBF em relação ao comando da equipe. Carlo Ancelotti segue garantido à frente da Seleção até a Copa de 2030, que será disputada em Espanha, Portugal e Marrocos. Mas, apesar da permanência do treinador italiano, a comissão técnica já deve passar por mudanças importantes de olho no novo ciclo.
O recado de Ancelotti
Após a eliminação, o próprio Ancelotti fez questão de dar o tom da nova fase: “Não é um fim, é o início de um novo ciclo. O futebol é assim. Às vezes é preciso lidar com a tristeza de uma derrota. Vamos transformar isso em um novo impulso para o trabalho e para a evolução dos jogadores.” O treinador havia renovado seu contrato com a CBF em maio, antes mesmo do início do Mundial, e é bem avaliado internamente, mesmo com a pior campanha do Brasil nas Eliminatórias, disputadas ainda sob os comandos de Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior antes da chegada do italiano.

Quem já tem saída confirmada
O nome mais certo para deixar a comissão é Davide Ancelotti, filho do treinador, que atuava como auxiliar técnico. Ele tinha contrato com a CBF válido apenas para o período da Copa e já havia acertado, ainda durante a preparação para o torneio, sua ida para comandar o Lille, da França, na próxima temporada europeia.
Quem pode sair
Outro nome cotado para deixar o cargo é o preparador de goleiros Taffarel, que ocupa a função desde 2014, ainda na segunda gestão de Dunga, com apenas um hiato de um ano entre o fim da Copa do Catar e a chegada de Dorival Júnior em 2024. Segundo apurações, ele vem sendo alvo de críticas internas pela condução da lista de goleiros e pela falta de renovação na posição ao longo do ciclo.
Já a permanência do coordenador geral das Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano, ainda é uma incógnita. Ele também renovou contrato para o próximo ciclo e é próximo de Ancelotti, mas exerce a função mais administrativa (e, portanto, mais política) dentro da comissão, estando na CBF desde a gestão de Ednaldo Rodrigues, afastado do cargo antes da eleição de Samir Xaud. Em declaração recente, Caetano reforçou a expectativa por um ciclo mais tranquilo: “Tenho que olhar mais para frente com esperança e expectativa de que a gente tenha um ciclo mais normal, dentro do que é ideal para o esporte de alto rendimento, planejar com mais tempo e com mais calma.”
E a renovação do elenco?
Além das mudanças na comissão, o ciclo de reconstrução também deve trazer uma renovação relevante no time. Nomes como Casemiro, Neymar, Douglas Santos, Fabinho, Léo Pereira, Marquinhos, Danilo, Alex Sandro, Ederson, Weverton e Alisson estão entre os jogadores que provavelmente não devem disputar a Copa de 2030. Em contrapartida, jovens como Endrick, Rayan, Estêvão, Vitor Reis, Kaiki Bruno e Natan devem ganhar cada vez mais espaço nas próximas convocações.
Quando a Seleção volta a campo
O recomeço do novo ciclo está marcado para setembro, com dois amistosos contra a Austrália: no dia 25, em Townsville, e no dia 29, em Brisbane. São os primeiros passos de um planejamento de quatro anos, que mira o hexacampeonato mundial em 2030.
E você, concorda com essas possíveis mudanças na comissão técnica? Comenta aqui embaixo o que espera para o próximo ciclo da Seleção e compartilha esse post com quem também quer entender os próximos passos do Brasil rumo a 2030!
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