A FIA abriu uma investigação sobre a asa Macarena de Red Bull e Ferrari depois que Max Verstappen se envolveu em dois acidentes ligados ao sistema aerodinâmico nas últimas semanas. O caso mais recente aconteceu no GP da Inglaterra, quando o holandês rodou sozinho e foi parar na brita por causa de uma falha na asa traseira.
O que é a asa Macarena da Red Bull e Ferrari
A “asa Macarena” é o apelido dado à asa traseira rotativa usada por Red Bull e Ferrari na temporada 2026. O conceito consiste em uma asa traseira com rotação no flap superior para acionamento da aerodinâmica ativa, alternando entre o Modo Reta, quando aberta, e o Modo Curva, quando fechada. O nome surgiu com a Ferrari, que apresentou o conceito ainda na pré-temporada.
O objetivo do sistema é reduzir o arrasto nas retas e ganhar velocidade máxima, mantendo o desempenho em curva quando a asa se fecha novamente.
Por que a FIA está investigando após o acidente de Verstappen
A preocupação da FIA com a segurança do conceito aumentou após os acidentes envolvendo Verstappen, que motivaram a entidade a buscar um melhor entendimento dos projetos de asas rotativas de Ferrari e Red Bull. O piloto já havia enfrentado problemas com o sistema durante a classificação do GP da Áustria, e o segundo episódio ocorreu na corrida de Silverstone.
Segundo a Red Bull, os dois incidentes tiveram causas técnicas diferentes, mas Verstappen classificou a situação como extremamente perigosa.
Entre os pontos analisados pela FIA está o cumprimento do regulamento técnico, que exige que a asa retorne à posição fechada em, no máximo, 400 milissegundos após o comando da unidade eletrônica padrão — processo que deve ser confirmado por um sensor de posição instalado no sistema.

O que pode acontecer com a Red Bull e a Ferrari
Por enquanto, a FIA está em fase de diálogo com as duas equipes para confirmar se os requisitos de segurança estão sendo cumpridos. Mas o órgão regulador tem poder para ir além caso não fique satisfeito com as explicações:
- Exigir ajustes mecânicos no sistema
- Solicitar mudanças no comportamento dos pilotos ao acionar a asa
- Proibir totalmente o conceito, inclusive para a temporada seguinte
A Ferrari, até o momento, não registrou falhas com o sistema — diferente da Red Bull, que já teve dois episódios envolvendo o RB22. Ainda assim, a análise da FIA cobre as duas equipes igualmente, já que ambas competem com asas rotativas neste ano.
Outras equipes de olho no conceito
A situação chama atenção do paddock porque outras equipes também avaliam sistemas semelhantes. A McLaren chegou a levar sua própria versão da asa rotativa ao GP da Áustria, mas optou por não utilizá-la por considerar o projeto ainda imaturo — decisão que pode ganhar mais peso dependendo do desfecho da investigação da FIA.
A Red Bull já afirmou que fará uma revisão interna completa do sistema antes da próxima etapa do campeonato, o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.