O final do GP da Inglaterra, disputado neste domingo (5) em Silverstone, deixou torcedores e equipes confusos, e a FIA precisou vir a público explicar o que realmente aconteceu. Depois de uma mensagem sugerir que a corrida teria uma última volta de disputa livre, o safety car simplesmente não voltou para os boxes, e Charles Leclerc cruzou a linha de chegada em ritmo reduzido, sem a esperada “corrida de uma volta só” que animava o público.
Como a confusão começou
Tudo começou quando Max Verstappen sofreu um acidente e rodou na curva Stowe, a seis voltas do fim, levando o safety car para a pista. Enquanto os marshals trabalhavam para retirar o carro do holandês da zona de brita, a direção de prova seguiu o procedimento padrão de liberar os carros retardatários para ultrapassarem o pelotão e se recolocarem na volta correta, o chamado “unlapping”.
O problema veio logo depois: na penúltima volta, o telão de tempos exibiu a mensagem “Safety Car In This Lap” (algo como “Safety Car recolhe nesta volta”), dando a entender que a corrida teria, sim, uma última volta livre para a disputa de posições. Só que, na hora H, o carro de segurança, guiado por Bernd Maylander, não entrou nos boxes e seguiu na pista até o fim, fazendo a corrida terminar sob safety car, para frustração geral dos fãs em Silverstone.
A explicação oficial da FIA
Em comunicado, a entidade esclareceu que o procedimento seguido pela direção de prova estava correto, mas a mensagem exibida no telão é que gerou a confusão: “O regulamento do período de safety car, Artigo B5.13.5, estabelece que uma volta completa deve ser cumprida após o procedimento de unlapping. Esse processo foi seguido pela Race Operations. A mensagem ‘Safety Car In This Lap’ foi exibida de forma equivocada devido a um erro de software.”
Na prática, isso significa que a volta necessária para completar o procedimento de unlapping acabou sendo justamente a última volta da corrida, o que impossibilitava qualquer disputa livre no fim, mesmo que a mensagem tenha sugerido o contrário.
Por que essa situação é tão sensível para a F1
O episódio ganhou atenção redobrada por lembrar diretamente o polêmico GP de Abu Dhabi de 2021, quando o então diretor de prova Michael Masi aplicou de forma incorreta o procedimento de safety car na última volta, permitindo que Max Verstappen ultrapassasse Lewis Hamilton e conquistasse o título mundial daquele ano. Foi justamente esse episódio que levou a FIA a reformular as regras sobre reinícios de corrida e o procedimento com carros retardatários.
Dessa vez, apesar da falha na comunicação, a entidade reforça que as regras foram aplicadas corretamente, evitando repetir o erro de 2021, mesmo que o resultado tenha sido um final visto como anticlimático pelos fãs.
A reação de pilotos e equipes
Toto Wolff, chefe da Mercedes e que viveu de perto a repercussão de Abu Dhabi 2021 (já que Hamilton era o piloto da equipe na época), fez questão de comentar a ironia da situação: “Eu preferia que isso tivesse acontecido em 2021! Mas isso é um espetáculo para o esporte, e não o contrário, então é bom que a FIA tenha agido assim.”
Já George Russell, que se beneficiou da forma como a corrida terminou ao herdar a segunda colocação, minimizou a polêmica: “Claro que é uma pena qualquer corrida terminar sob safety car. Mas, voltando a Abu Dhabi 2021, é assim que as corridas acontecem às vezes. Ninguém pode planejar um incidente, e a forma como a F1 e a FIA lidam com isso não deveria ser diferente no fim da corrida em comparação ao início.”
O próprio Leclerc, vencedor da prova, comentou publicamente que gostaria de um final “mais normal” de corrida, embora o resultado da vitória não tenha sido alterado.
E você, achou que a FIA agiu certo ao seguir o regulamento à risca mesmo com a confusão da mensagem, ou acha que os fãs mereciam uma última volta de disputa? Comenta aqui embaixo sua opinião e compartilha esse post com quem também ficou de cara com o final da corrida em Silverstone!