simulador – PEAK https://fiestasports.online Sat, 18 Jul 2026 11:11:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://fiestasports.online/wp-content/uploads/2026/07/cropped-Borcelle-1-32x32.png simulador – PEAK https://fiestasports.online 32 32 Hamilton vive retomada na Ferrari e credita virada a decisão de abandonar o simulador https://fiestasports.online/hamilton-retomada-ferrari-abandonou-simulador/ https://fiestasports.online/hamilton-retomada-ferrari-abandonou-simulador/#respond Sat, 18 Jul 2026 00:30:06 +0000 https://fiestasports.online/?p=1980 Hamilton vive retomada na Ferrari e revela que abandonar o simulador foi decisivo para a melhora de desempenho em 2026. Entenda a virada.

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Depois de uma temporada de estreia turbulenta pela Ferrari em 2025, Lewis Hamilton vive um momento de retomada na Fórmula 1 e, segundo o próprio piloto, boa parte dessa virada tem uma explicação inesperada: ele parou de usar o simulador da Ferrari como ferramenta de preparação. A declaração foi dada nesta quinta-feira (17), no fim de semana do GP da Bélgica, e reforça um discurso que o heptacampeão já vinha repetindo nas últimas semanas.

ferrari

O que Hamilton disse sobre o simulador

Questionado se havia voltado a usar o equipamento de Maranello desde o GP do Canadá, em maio, Hamilton foi direto: “Não”. Ao ser perguntado sobre o efeito dessa escolha em seu desempenho, o piloto resumiu em uma palavra: “Enorme”. Em outra entrevista concedida à imprensa especializada, ele foi ainda mais enfático: “Desde que parei de usar, meu desempenho melhorou muito, muito”.

Segundo Hamilton, a decisão nasceu da percepção de que a correlação entre os dados do simulador e o comportamento real do carro na pista não estava sendo precisa o suficiente para ajudá-lo a se adaptar à SF-26. O piloto reforçou que já viveu situação parecida em outros momentos da carreira, inclusive durante a passagem pela Mercedes: “Eles podem ser ferramentas muito poderosas, mas também podem induzir você ao erro.”

Os números por trás da retomada

A escolha por deixar o simulador de lado coincide exatamente com a melhora de resultados do britânico. Desde o GP do Canadá, Hamilton somou 96 pontos no campeonato, mais do que qualquer outro piloto do grid no período, à frente dos 79 de Kimi Antonelli, 74 de George Russell e 49 de Charles Leclerc, seu companheiro de equipe.

O retrospecto recente inclui um pódio no GP da China, em março, um segundo lugar de destaque no GP do Canadá e a vitória no GP de Barcelona-Catalunha, o primeiro triunfo de Hamilton em corrida principal desde que chegou à Ferrari. Atualmente, o heptacampeão ocupa a 3ª colocação do Mundial de Pilotos, com 147 pontos, atrás apenas de George Russell e do líder Andrea Kimi Antonelli.

Do pior ano da carreira à virada em 2026

O contraste com a temporada anterior é gritante. O próprio Hamilton já havia classificado 2025 como “a pior temporada” de sua carreira, marcada por dificuldades de adaptação, problemas recorrentes com os freios do carro e resistência da equipe em aceitar suas sugestões técnicas, cenário que chegou a gerar críticas públicas de ex-pilotos como Ralf Schumacher e um pedido direto do presidente da Ferrari, John Elkann, para que o britânico se concentrasse mais em pilotar e falasse menos.

Segundo o próprio Hamilton, o que mudou em 2026 vai além da questão do simulador: ele destaca uma relação de confiança mais próxima com a liderança da equipe, que passou a validar suas sugestões técnicas com mais frequência incluindo ajustes na suspensão dianteira e nos freios do carro, itens que o piloto já pedia desde 2025 e que só ganharam corpo na SF-26 deste ano.

O desafio que ainda resta: o motor da Ferrari

Apesar da melhora geral, Hamilton reconhece que ainda existe um ponto fraco evidente no pacote da Ferrari: a unidade de potência, que segue atrás das desenvolvidas por Mercedes e Red Bull, especialmente em pistas com retas longas. Segundo o piloto, esse tipo de correção tende a ser mais demorada, já que depende diretamente do desenvolvimento e da confiabilidade do motor, processo que, segundo ele, “leva meses” para amadurecer.

Essa preocupação ganha ainda mais peso no fim de semana do GP da Bélgica, disputado em Spa-Francorchamps, um circuito com cerca de 50% mais retas do que Silverstone, palco da vitória de Charles Leclerc na etapa anterior. Hamilton já projeta dificuldades: “Voltamos aqui sem saber muito bem o que esperar, exceto pelo fato de a pista ter muito mais retas.”

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